segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Fim das férias ( de 2009)
Voltamos da Argentina há uma semana, mas só hoje chegamos realmente em casa. Acabei agorinha de desfazer minha mochila e organizar a bagunça toda. O Jean voltou a trabalhar hoje e eu ainda tenho amanhã para ficar sem fazer nada. Delícia! Passamos a semana em Floripa e Itapema. Alguns dias sozinhos, outros com Indy, Ramon, Rodrigo e Geo. Nos divertimos. Estou aqui tentando fazer uma análise das férias...Depois posto no blog
21 e 22 Dias - Bs As+ Montevidéu+ Curitiba+Blu
Ficamos um tempinho sem escrever, mas nosso último dia em Buenos Aires (sábado,8 de agosto) foi bem tranquilo. Só demos mais umas voltas por San Telmo, ficamos tentando decidir onde passaríamos a última semana de férias e arrumamos as mochilas para embarcar de volta para o Brasil. Domingo (9 de agosto), saíamos as 8h30min do Hostal de San Telmo e só chegamos em Blu quase 22h. Isso porque perdemos o ônibus das 15h em Curitiba e só embarcamos de volta para casa depois das 17h. O ônibus parou em todos o lugares possíveis. Dia cansativo!!!
Ah...Em Curitiba, vimos mais gente tossindo e com sintomas da nova gripe do que em todos os dias que em que estivemos na Argentina. Definitivamente a situação por aqui parece bem pior do que lá.
Ah...Em Curitiba, vimos mais gente tossindo e com sintomas da nova gripe do que em todos os dias que em que estivemos na Argentina. Definitivamente a situação por aqui parece bem pior do que lá.
sábado, 8 de agosto de 2009
20º Dia - Flamenco en Bs As
Passamos a sexta-feira sem muitos agitos, bem ao contrário do movimento das ruas de Buenos Aires. Fizemos pizza para o almoco e para o jantar e demos umas saidinhas aqui por perto. No fim da tarde fomos ä Plaza Dorego, a principal aqui de San Telmo, rodeada por bares e antiquários. Entramos num restaurante para ver um show de tango, mas tinha recém acabado.Tomamos dois chopes e voltamos para o hostel. Ás 22h30min, fomos ä praca novamente. Como vimos um show de tango (lindo por sinal e caro) quando estivemos aqui em 2007, optamos ontem entao por ir a um show de Flamenco, também tradicional por aqui, no Todo Mundo Resto & Bar. Nao precisamos pagar entrada, mas a consumacao mínima tem de ser de 30 pesos por pessoa. Gastamos 66 pesos por um chope, dois cubas, um chá e um café. O show foi excelente, uma vibracao muito boa. Os músicos (percusao (tinha até um derbake), vocal, violao e baixo) eram muito bons e o casal de dancarinos também. A apresentacao comecou apenas com música. Depois, o casal dancou um pouco. Em seguida, mais música. Daí o dancarino assumiu o palco e fez passos mirabolantes no pequeno espaco onde dancava. Foram mais de 10 minutos de uma apresentacao com movimentos limpos e bem marcados. Pausa para o grupo. O show recomecou com os músicos fazendo solo. Eles cantaram juntos algumas músicas e na sequencia a bailarina dancou sozinha por 10 minutos. Fez movimentos bem harmonizados e ritimados. Mais um pouco de música e o casal se uniu para dancar junto novamente. O espetáculo durou cerca de uma hora e meia terminou sob muitas palmas. Pensei até em fazer um vídeo, mas daí o Jean disse que o melhor mesmo é vocës virem aqui ver. A vibracao do show, que nos fez querer dancar e batucar na mesa, precisa ser sentida ao vivo. E essa sensacao é melhor do que qualquer fotografia ou vídeo, com certeza!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
19º Dia - Bs As
Ontem, passamos boa parte do dia percorrendo livrarias e sebos da Calle Florida e da Avenida Corrientes, aqui em Buenos Aires, á procura de alguns livros. Andamos, andamos e andamos...Mas nao encontramos exatamente o que queríamos, apesar das inúmeras ofertas que há por aqui. O dia estava ensolarado e, como sempre, havia muita gente nas ruas da Capital. Ä noitinha, demos mais uma volta aqui em San Telmo. Por volta das 22h, fomos ao Bar El Federal. Fica na esquina da Calle Carlos Calvo, onde fica nosso hostel, com a Calle Peru. O lugar é famoso aqui em Bs As por se um dos bares mais antigos. A maioria dos movéis sao da época em que o estabelecimento abriu, em 1864. Também há nas paredes propagandas antigas de Toddy, bebidas e outros produtos. Como a casa nao oferece cerveja Quilmes, tomamos chopes de fabricacao do próprio bar. O caneco de 400 ml do chope rubio (pilsen) custa 7.50 pesos. Nao entendo muito de bebida, mas até que era gostosinho. Eles servem a bebida acompanhada com um potinho cheio de amendoin. Como Jean e eu tínhamos comido horrores antes de ir ao bar (e comemos todos os amendoins do pote), nao tivemos estomago para provar os pratos da casa. Mas o cardápio é gigantesco, tudo o que voce pensar tem lá. Mas o que mais vimos as pessoas comendo foram tábuas de frios e sanduíches... O importante é que ficamos bem alegres com o tal do chope. Ah....de repente entrou uma mulher no bar cantando músicas argentinas...Ela tinha um vozerao. Fiz um vídeo, mas nao posso postar porque deixei o cabo do celular em Blu.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
18º Dia - Puerto Madero at night
Passamos o dia de ontem planejando algumas coisas e pensando nas próximas férias. Por isso, ficamos praticamente o dia todo no hostel. O ambiente é bem tranquilo aqui. Dá pra fazer comida a qualquer hora, se esticar no sofá...
Á noite, fomos a Puerto Madero. Revitalizado em 2000, o local, cujo porto agora só funciona para atividades turísticas, abriga um complexo de bares, restaurantes, empresas, teatros e até universidade. É bem pertinho de onde estamos e fomos caminhando. A noite estava um delícia, com um ventinho suave, e Puerto Madero ficou ainda mais bonito ä luz do luar. Havia muitas pessoas correndo e sentadas ä beira do rio. Também havia calouros da UCA (universidade que fica em Puerto Madero mesmo) levando trote. Além das construcoes revitalizadas, a ponte que liga as duas margens do rio (Puente de la Mujer - foto by Jean) também é um cartao-postal da Grande Buenos Aires. Depende do angulo em que a olhamos e da distancia que estamos dela, temos percepcoes diferentes da estrutura. A parte do mastro, que é vertical, muitas vezes parece estar na diagonal. Inaugurada em 2001, a passarela de pedestre se move para permitir a passagem de navios. Criacao do arquiteto Santiago Calatrava, a estrutura de plástico da obra (parte branca) é interpretada pelo autor como a figura de um casal dançando tango, onde o mastro representa o homem e a silhueta curva da ponte, a mulher. Estamos até agora tentando ter essa visao, mas ainda nao conseguimos... Olhem a foto e nos digam o que acham. Se der, vamos passar por lá mais uma vez para tentar ver o tal casal dancando.
Depois de algumas horas de passeio, voltamos para o hostel. Apesar de ter quase 14 milhoes de habitantes, Buenos Aires nos pareceu bem segura. Andamos muito durante o dia e ä noite também e náo tivemos problema nenhum. Em 2007, quando estivemos aqui pela primeira vez tivemos um pouco de receio ao ir em La Boca. Varias pessoas nos disseram que era perigoso e como o estádio La Bombonera ainda estava fechado (eram umas 9h), pegamos um táxi e saímos rapidinho do bairro. Este ano, passeamos por lá tranquilamente. Fomos á tarde e havia muitas pessoas na rua. Também havia bastante policiais...
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Daqui a pouco vamos ao Bar El Federal, um dos mais antigos de Buenos Aires (abriu em 1864) e que fica just around the corner... Amanha conto o que fizemos hoje e quantas Quilmes tomamos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
17º Dia - Tigre
Decidimos seguir a sugestao de várias pessoas que conhecemos aqui em Buenos Aires e fomos ontem a Tigre, cidadezinha que fica a uma hora de distancia. O trajeto de ida e volta custa 2.70 pesos por pessoa. Fizemos de trem, mas dá pra ir de onibus ou carro também. A cidade é toda cercada por rios e o principal atrativo sao navegacoes em catamaras e em barcos menores. Os precos dos passeios vao de 25 pesos a 300 pesos por pessoa dependendo do percurso e do tempor de duracao. Alguns incluem almoco. Em Tigre, há um grande parque de diversoes. A entrada para o Parque de La Costa custa 49 pesos por pessoa. Ontem estava fechado, mas há duas montanhas-russas, uma delas invertida, uma espécie de bumg jump e também espetáculos. Ao lado do parque fica o Trilenium Casino, onde Jean e eu entramos para jogar. Eram 15h e havia um monte de velhinhos jogando naquela infinidade de caca-níqueis coloridas e luminosas. Nós até ganhamos das máquinas algumas vezes (esse momento é bem divertido), mas no final da conta perdemos os 10 pesos que apostamos. Depois de uns minutos de jogatina, fomos ao Puerto de Frutos. Espécie de comércio onde vende-se de tudo. Há lojinhas lindíssimas de decoracao e por precos bem em conta se comparados com lojas de Blu. Também há restaurantes.
Depois cruzamos a ponte sobre o Rio Tigre e caminhamos pelo calcadao á beira-rio, que é uma graca. Havia muitos argetinos sentados nos bancos e no chao tomando mate e outros tocando violao e cantando. A cidade tem um clima bem agradável.
Fomos ainda ao Museu Naval. O ingresso custa 2 pesos por pessoa. O acervo é fantástico. Além de réplicas de avioes, navios e submarinos usados principalmente na luta contra a Inglaterra pela posse das Ilhas Malvinas, o que mais chama atencao sao canhoes, torpedos e armas de verdade usados na batalha. Tem uma sala grande só com essas coisas. No pátio externo, estao alguns avioes que lutaram contra os britänicos.
No fim da tarde voltamos para Bs As. O trajeto de trem é uma delícia. Passa só por áreas muitos povoadas, mas é legal observar o movimento lá fora enquanto o trem segue sobre os trilhos.
Adivinhem o que mais há em Tigre. Mesmo pequena, a cidade tem Mc Donaldas e Burguer King. Foi a primeira coisa que viemos ao desembarcamos na estacao principal.
Depois cruzamos a ponte sobre o Rio Tigre e caminhamos pelo calcadao á beira-rio, que é uma graca. Havia muitos argetinos sentados nos bancos e no chao tomando mate e outros tocando violao e cantando. A cidade tem um clima bem agradável.
Fomos ainda ao Museu Naval. O ingresso custa 2 pesos por pessoa. O acervo é fantástico. Além de réplicas de avioes, navios e submarinos usados principalmente na luta contra a Inglaterra pela posse das Ilhas Malvinas, o que mais chama atencao sao canhoes, torpedos e armas de verdade usados na batalha. Tem uma sala grande só com essas coisas. No pátio externo, estao alguns avioes que lutaram contra os britänicos.
No fim da tarde voltamos para Bs As. O trajeto de trem é uma delícia. Passa só por áreas muitos povoadas, mas é legal observar o movimento lá fora enquanto o trem segue sobre os trilhos.
Adivinhem o que mais há em Tigre. Mesmo pequena, a cidade tem Mc Donaldas e Burguer King. Foi a primeira coisa que viemos ao desembarcamos na estacao principal.
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Á noite, fizemos parillada, típico churrasco argentino, aqui no hostal. Compramos as carnes no mercado público aqui do bairro. O Felipe, colombiano, foi quem assou. O Jean fez a caipirinha. Estava conosco ainda nosso amigo Shin, um japa que veio de moto para a América do Sul. Comemos muito. Além dos cortes das carnes serem diferentes dos do Brasil, há um molhinho ä base de ervas (chimichurri) que dá um sabor especial ä parrillada.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
16º Dia - Buenos Aires
Hoje passeamos mais um pouco por Bs As. Fomos ao Bairro Palermo, a regiao mais arborizada da cidade e uma das mais chique também. Passamos pelo Jardim Botänico. Todas as árvres e plantas tem fichinha de indentificacao. O lugar é lindo, agradável (muitas pessoas deitam na grama para descansar) e tem um monte de gatos. Contamos uns 40 mais ou menos. Tem brancos, pretos, cinzas, rajados... Também fomos ao Jardim Japones. Pequeno, mas muito charmoso. A entrada custa 5 pesos por pessoa. Tem um restaurante típico, loja de lembracinhas e uma biblioteca. Em alguns dias da semana, há apresentacoes de samurais e dancas japonesas. Queríamos visitar o zoológico, mas estava fechado. Conseguimos observar alguns flamingos através das grades... Á noite, percorremos mais algumas ruas do Bairro San Telmo, onde estamos. Achamos lugares ainda mais legais. Tem um mercado público que vende de tudo e muitas lojas de antiguidades, decoracao e roupas. As construcoes e as ruas sao ainda mais antigas. Ah...conseguimos encontrar Velho Barreiro e limoes para fazer caipirinha aqui no hostel.
15º Dia - El Calafate + Bs As
Estamos em Buenos Aires novamente. Saímos ontem as 11h30min de El Calafate e chegamos aqui perto das 14h30min. Nos hospedamos novamente no El Hostel de San Telmo. A estrutura é simples, mas a tarifa é a mais em conta que encontramos (28 pesos por pessoa por noite) e o atendimento é muito bom. Todo o pessoal que trabalha aqui é bem atencioso. Só saímos para ir ao Mc Donalds e para ir no super comprar umas coisinhas. Ficamos no hostel nos entrentendo com duas criancas. Michelle e Jimi moram na Argentina, mas estao voltando para Chicago, onde nasceram. Ela tem 11 anos e ele 7. Os dois sao muito comunicativos e elétricos...Desenham, pintam, nos dao dicas de onde ir, nos ensinam a jogar cartas e nao param um segundo sequer. Em Ushuaia fizemos outra amiguinha. Kiara é uma menininha esperta demais para os 4 anos que tem. Fez amizade com todos que chegavam no Hostel Los Cormoranes e se esforcava para que pudessemos compreeder o que ela dizia em castelhano. Educada, estava sempre dizendo bom dia, obrigada e perguntando se estava tudo bem. Um mimo de pessoa! Este ano, encontramos muitas famílias com criancas no hostel. É bacana ver isso. Essas criancas crescem convivendo com diferentes culturas e pessoas e aprendem desde cedo a compartilhar espacos e dividir opinioes.
sábado, 1 de agosto de 2009
14º Dia - El Calafate
Passamos o dia caminhando por El Calafate e assistindo filmes. Pela manha, decidimos trocar de hostel. Nao estavamos muito confortaveis no Hostel de Las Manos. O quarto era frio, o café da manha é o pior de todos os hostels por onde passamos - pao seco, café e chá - e as meninas da recepcao nao quiseram nem ligar para um número gratuito da Aerolineas Argetinas para pedir uma informacao que precisavamos...Agora estamos no Hostel Del Glaciar Libertador. Também nao aceita cartao de crédito e custa 5 pesos a mais por pessoa, mas tem uma estrutura bem mais aconchegante e os funcionários sao bem mais atenciosos também. Só ficaremos aqui até amanha, pois embarcaremos de volta para Buenos Aires às 11h31min.
El Calafate tem aproximadamente 17 mil habitantes e é bem pequenininha. Só tem uma avenida, a Libertador General San Martin, onde ficam bancos, agências de viagem, lojas de artesanto e alguns restaurantes. O horário do comércio é uma beleza. As lojas abrem das 9h ao meio-dia e das 16h às 21h.
El Calafate tem aproximadamente 17 mil habitantes e é bem pequenininha. Só tem uma avenida, a Libertador General San Martin, onde ficam bancos, agências de viagem, lojas de artesanto e alguns restaurantes. O horário do comércio é uma beleza. As lojas abrem das 9h ao meio-dia e das 16h às 21h.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
13º Dia - El Calafate + Perito Moreno
Embarcamos cedo numa van para ir ao Parque Nacional dos Glaciares, onde fica Perito Moreno (a entrada custa 60 pesos por pessoa). A viagem de aproximadamente 80 quilômetros dura um hora e meia. Custa 60 pesos por pessoa ida e volta. Nao há nada no caminho, mas a paisagem que vimos (enquanto nao havíamos dormido, é claro) é bem bonita. Fazia um frio de rachar (o Jean diz que seguramente fazia de 11 a 30 graus negativos), mas o lugar é táo lindo que fizemos um esforço para suportar o clima gélido. O Perito Moreno (que de moreno náo tem absolutamente nada) é a geleira mais conhecida na América. Tem 250 quilômetros quadrados e está 60 metros acima do nível da água. Próximo à geleira, há passarelas (cerca de 1.5 km) para podemos observá-la melhor. A grande plataforma de gelo é quase azul de tao branca que é. Algumas agências de viagem oferecem trekking sobre o gelo e pacotes de navegaçao bem perto do glaciar. Como era muito caro para nossos bolsos, ficamos só a observar Perito Moreno (tem esse nome porque o cara que descobriu o lugar (que sorte a dele!!!) tinha sobrenome Moreno). Ao fundo da geleira ficam picos nevados. Também caminhamos por uma baía que contorna parte da geleira. O sol reluzente deu ainda mais beleza às águas transparentes.
Na sede do parque há apenas um restaurante. Comida, café, lanches e snacks sao todos muito caros. Dá para levar o próprio lanche, mas você terá de comer fora do restaurante...e no frio....
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No fim da tarde, na volta para El Calafate, passamos por uma fazenda. A Estância Rio Mitre oferece cafés, chás, bolos e outras delícias do interior. Também há atividades como cavalgadas para os turistas. Os animais parecem bem calminhos. Chegamos bem pertinho de carneirinhos, cavalos e até de um guanaco. A fazenda fica em uma planície cercada por uma cadeia de montanhas cobertas por neve...Bem diferente das fazendas que vemos por aí. Hoje, nao havia água no local, pois o frio congelou tudinho...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
12º Dia - Ushuaia - El Calafate
Passamos a manha em Ushuaia e às 13h embarcamos para El Calafate. Viemos de aviao porque as rodovias ao Sul do Fim do Mundo ainda estao fechadas em razao da nevasca e sò vao reabrir a partir de sábado. A cidade, que também fica na Patagônia, está a quase mil quilômetros de onde estavámos. Tem cerca de 17 mil habitantes, mas é bem charmosinha. Aqui nao tem neve pelas ruas, mas está muito frio. Agora estamos no Hostel de Las Manos. Tem um fachada muita fofa. Antes, fomos ao supermercado comprar umas coisinhas. Quase fui xingada pela menina do caixa ao pedir sacolas plásticas para guardar as compras. Ela disse que aqui está proíbida a distribuicao nos supermercados e me ofereceu uma sacola de pano para comprar. Custava uns 3 pesos, mas optamos por sacos de papel ( tipo esses de padaria, mas mais reforcados) e pagamos 10 centavos por cada um. Interessante, né? Acabo de lembrar que uma vez no Giassi eu desisti da sacola plástica porque tinha comprado só um negocinho e ganhei uns centavinhos de desconto pela atitude ecologicamente correta.
Amanha cedo vamos ao Parque Nacional dos Glaciares, a 75 quilômetros daqui. É onde fica o Perito Moreno. Deve ser lindo e gelado demais! (O ônibus até lá custa 60 pesos por pessoa e o ingresso no parque outros 60 pesos por pessoa). Como já estamos na metade da viagem, estamos comecando a pensar na volta para Blu. Nossos planos eram percorrer muito mais lugares, mas com rodovias bloqueadas pela neve fica praticamente impossível. Ainda estamos pensando o que faremos nos próximos dias. O certo é que dia 9 estaremos em Buenos Aires para embarcar para o Brasil. Amanha a noite contamos sobre o passeio na geleira mais famosa da América do Sul.
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Amanha cedo vamos ao Parque Nacional dos Glaciares, a 75 quilômetros daqui. É onde fica o Perito Moreno. Deve ser lindo e gelado demais! (O ônibus até lá custa 60 pesos por pessoa e o ingresso no parque outros 60 pesos por pessoa). Como já estamos na metade da viagem, estamos comecando a pensar na volta para Blu. Nossos planos eram percorrer muito mais lugares, mas com rodovias bloqueadas pela neve fica praticamente impossível. Ainda estamos pensando o que faremos nos próximos dias. O certo é que dia 9 estaremos em Buenos Aires para embarcar para o Brasil. Amanha a noite contamos sobre o passeio na geleira mais famosa da América do Sul.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
11º Dia - Ushuaia + Canal de Beagle
Ushuaia amanheceu ensolarada. Nao nevava, mas o frio parecia ainda mais intenso do que nos demais dias. Pela manha, fomos ver preços e horários de ônibus para El Calafate e dar um passeio pela Avenida San Martin, a principal da cidade. Com o sol, a neve acumulada nas calçadas se transformou em gelo e ficou extremamente escorregadia. Escorregamos muito, mas nao caímos nenhuma vez... Os moradores de Ushuaia aproveitaram o dia para reabrir comércios e também para tirar os blocos de gelo da frente de casa e limpar as calçadas para os pedestres.
À tarde, finalmente conseguimos fazer o passeio de catamara no Canal de Beagle. Como compramos os tíquetes direto na bilheteria da Avenida Maipu, à margem do porto turístico, pagamos 86 pesos cada um em vez de 141 pesos, como era anunciado nas agências de turismo. O barco saiu do porto às 15h. Até as 17h30min, navegamos próximo às ilhas de leoes marinhos, de cormoranes (passáro nativo) e ao farol de Ushuaia. O visual é incrível. Além de apreciar os animais, ficamos cercados por montes nevados. Lindo! Pela primeira vez conseguimos ver como a cidade é, pois sò agora o tempo abriu e permitiu que apreciássemos a paisagem. Do porto turístico, se enxerga casas e construçoes da cidade. Os imóveis ficam todos acima do nível do mar, em súbidas íngremes. Ao fundo, ficam picos nevados, entre eles o Cerro Castor e o Glaciar Martial, locais de esqui e snowboard aqui na Terra do Fogo.
Depois do passeio, paramos em um pub irlândes. Provamos frenet com coca, bebida típica daqui. O drink é amargo e funciona como um digestivo também. Puro é quase insuportável. Depois, fomos jantar na Estancia Fueguina. Optamos por um bufê (60 pesos por pessoa) que inclui massas, parrillada, cordeiro (típico aqui), saladas e sobremesa. Comemos muito, pois nem tivemos tempo de almoçar hoje.
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Como as rodovias ainda estao fechadas em razao da nevasca e os ônibus só voltarao a rodar no sábado, compramos passagens de aviao para El Calafate. Embarcamos amanha às 12h25min. Devemos ficar uns dois dias (um para visitar a cidade e outro para ir ao Perito Moreno) e depois vamos decidir se passamos em Bariloche e San Martin de Los Andes ou se seguimos para Puerto Madryn e BsAs.
10º Dia - Ushuaia
Ontem nao fizemos nada, gente. Passamos o dia inteiro dentro do hostel. Nevava muito, fazia muito frio e eu estava com muita dor de garganta. Relaxem, náo é gripe A, nao. Se eu fico com dor de garganta de estar em ambientes com ar condicionado, imagem como fico aqui nesse frio tremendo. No fim da tarde, o aeroporto reabriu e algumas pessoas que estavam ilhadas puderam ir embora. As estacoes de esqui reabriram, para alegria de uma galera que veio para o Fim do Mundo apenas para praticar esportes de inverno.
terça-feira, 28 de julho de 2009
9º Dia - Ushuaia isolada
A segunda-feira em Ushuaia foi de muito frio e poucas coisas para fazer. A nevasca, a mais intensa desde 1996, impediu que muitas pessoas deixassem a ilha. O aeroporto e as rodovias ficaram o dia todo fechados e muitos tiveram que estender a estadia aqui em razao do mau tempo. Também ficaram fechadas boa parte do dia as estacoes de esqui de Cerro Castor e o Glaciar Martial. O passeio que querìamos fazer pelo Canal de Beagle também ficou só na nossa ideia. O porto e as embarcacoes nao puderam encarar o mar e há muitos setores da administracao pública que nem abriram. Apesar de haver máquinas trabalhando para limpar a neve na cidade, em algumas ruas nao há como passar, pois os flocos brancos formaram camadas de gelo de mais de 80 centímetros.
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Ficamos boa parte do dia no hostel novamente, mas saímos para fazer um programa mais cultural. Fomos ao Museu Marítimo de Ushuaia, Museu do Presídio, Museu de Arte Marinho e Museu Antártico. Todos eles ficam no mesmo prédio, onde foi o Presídio de Ushuaia. Ficamos impressionados com o acervo dos quatro museus. Além de réplicas de embarcacoes usadas desde a fundacao de Ushuaia e instrumentos de navegaçao, há muitas fotos para observar, principalmente do presídio e dos presos, que construíram importantes obras na cidade, como a ferrovia. Há uma parte no Museu do Presídio que está exatamente igual a quando a estrutura foi desativada. Muitos presos políticos eram trazidos de Buenos Aires aqui para o Fim do Mundo. O museu considera ter tido apenas uma fuga, pois muitos dos que tentaram escapar acabaram voltando porque náo suportaram o frio e as condiçoes inóspitas aqui da Terra do Fogo. O Museu Marítimo traz informacoes detalhadas em pelo menos seis idiomas. No Museu de Arte Marinho, há telas e esculturas muito lindas. O ingresso para visitar todos os quatro museus custa 35 pesos.*
Passamos a noite aqui no hostel numa especie de festa de brasileiros (além de nós dois, havia dois caras de Ribeirao Preto (SP) e dois casais do Rio) e duas meninas dos EUA. Houve até guerrinha com bolas de neve na rua... Muito engraçado!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Jantar típico
Acabamos de voltar do Restaurante La Casa Del Marisco. Provamos Centolla a la Fueguina e Mejillones a la Provenzal, pratos típicos de Ushuaia. Deliciosos! A Centolla é como um daqueles caranguejos gigantes que aparecem no Programa Pesca Mortal. Carne levinha e que vai para a mesa num molho com leite de coco. Os mexilhoes sao como mariscos, mas com um tempero inesquecível á base de ervas e vinho branco. Os pratos sao um pouco caros, mas vale ä pena experimentar (gastamos 137 pesos no restaurante). Outro prato típico por aqui é o cordeiro.
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Como a previsao é de neve até quinta-feira, decidimos encará-la novamente e fomos ao restaurante a pé. Fica a uns 3 quilomentros do hostel. Tudo o que vimos no caminho foram casas e carros encobertos por grandes blocos brancos, algumas vias fechadas para veículos e pouquíssimas pessoas nas ruas. Continua muito frio, mas nada se compara äs temperaturas do alto da montanha. Brrrrrrr!!!
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Ainda nao sabemos o que faremos amanha. Decidiremos ao acordar e de acordo com as condicoes do tempo. Uma das coisas que queremos fazer é visitar o Canal de Beagle e as ilhas com leoes marinhos. Se nevar como ontem e hoje, acho que nao será possível, pois o passeio é feito em um catamara. Mas daí encontramos outra coisa pra fazer.
Boa noite!
domingo, 26 de julho de 2009
8º Dia - Ushuaia sob forte nevasca
A neve é incessante aqui em Ushuaia. Desde ontem, quando chegamos, nào parou um segundo de nevar. Lindo de olhar pela janela!!! Mas difìcil suportá-la quando se sobe as montanhas. Logo depois do café da manha, decidimos ir ao Glaciar Martial para esquiar e fazer snowboard. Estao com inveja? Mas nao precisar ficar, pois tivemos um dia, eu diria, congelante.Tudo o que fizemos foi gastar uns pesos (35 do taxi + 50 para ir de teleférico da base do parque ao alto da montanha + 70 para alugar equipamentos) e passar um frio insuportável. Quando falo em frio insuportável, pensem em - 5 graus de temperatura + neve caíndo o tempo inteiro + um vento tao forte que impede abrir os olhos. A tudo isso acrescente nossa inexperiencia como praticantes de esportes invernais e a baixa tolerancia do nosso organismo ao frio extremo, já que estamos acostumados às temperaturas de Blu. Nem as roupas impermeáveis que compramos em BsAs foram suficientes para aliviar a tensao e o medo que sentimos quando estávamos indo para o alto da montanha. Só para subir foram necessários 15 minutos de exposicao as interpéries do tempo ( e outros 15 para descer). Sério, estava tao dificil suportar que tínhamos medo de perder os dedos das máos. Eles estavam durinhos, durinhos e quase náo conseguíamos movimentá-los. Quando tiramos as luvas, eles estavam completamente roxos e demorou um tempao para voltarem ao normal. Atè agora estamos sentindo dor nas pontinhas dos dedos. Dava vontade de chorar de tao frio que estava. Ah...e o vento balancava a cadeirinha do teleférico constantemente.
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Ao chegar no topo da montanha, o que deveríamos ter feito era descer os 1.180 metros da pista praticando esqui (eu) e snowboard (Jean), como a maioria fez. Mas o frio tirou nosso animo de praticar esportes e descemos pelo teleférico mesmo. Ficamos aliviados ao voltar para a base do parque, mas, como a nevasca estava muito forte, descobrimos que os taxis nao estavam mais subindo a montanha para apanhar passageiros. Depois de quase tres horas de frio e debaixo de muita tempestade de neve, descolamos um taxi. O motorista só subiu porque tinha ido buscar a filha que estava esquiando. Ufa, que alívio estar de volta no hostel! Apesar de tudo, o lugar onde fomos é lindíssimo. Mas foi muito mais confortável olhar tudo coberto por neve da Casa de Chá que fica na motanha. Verdadeiro cenário de filme! A tempestade estava forte mesmo para quem é daqui. É a nevasca mais intensa desde o comeco do inverno. O aeroporto está fechado e muitas ruas intransitáveis.Nao podemos dizer que nunca mais tentaremos esquiar, mas certamente nossas próximas férias serao em alguma praia caribenha. heheheh. Esperamos que amanha o tempo melhore um pouco para podermos passear pela cidade.
Novas fotos: http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009Parte2
sábado, 25 de julho de 2009
7º Dia - Buenos Aires/Ushuaia
Finalmente chegamos a Ushuaia. Saimos de Buenos Aires äs 14h20min e fomos recepcionados por uma forte nevasca aqui na Terra do Fogo. Lindo demais ver tudo branquinho, branquinho! Mas antes de o aviao pousar, o negócio foi punk. Visibilidade zero (só deu para ver as luzes da pista quando o aviao estava quase tocando o solo) e tempestade de neve na hora de aterrissar. A aeronave enconstou no solo duas vezes e levantou da pista escorregadia. Quando o Airbus A320 pousou, muita salva de palmas para os tripulantes. Todo o processo de aterrissagem foi tenso. Tivemos que ficar sobre as nuves um tempao esperando diminuir a nevasca e, quando finalmente comecamos a descer para pousar, o aviao balancava muito. Uma emocao só!
Agora estamos aqui no Hostel Los Cormoranes (o pessoal nos pegou direto no aeroporto) e ainda está nevando bastante. É simplesmente fantástico! Tem um pinheiro coberto por neve bem na frente da porta do nosso quarto. Nao está muito frio (-1 grau), mas meus pés quase congelaram de andar na neve e quase cai várias vezes. Divertidìssimo!!!
Acho que hoje nao vai dar para postar fotos porque o computer aqui é muito ruim...
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Ah...ontem â noite, ainda em Buenos Aires, fomos ao bar La Puerta Roja, em San Telmo, com um colombiano e um japones (o cara trouxe a moto dele para percorrer a América do Sul e a Africa) que estavam no hostel conosco. O lugar è bem legal...Underground, mas bacana. Na frente, nao tem placa nem nada. Só uma porta vermelha...A cerveja é um pouco cara (copo de 650ml por 12 pesos), mas vale ä pena.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
6º Dia - Buenos Aires
Passear em Buenos Aires cansa, sabiam? Pelo menos se fizerem como Jean e eu, que na maioria das vezes preferimos caminhar a usar táxi, metro e ónibus. O transporte aqui é bem barato (o tíquete do metro custa 1,10 peso e com 10 pesos o taxista te leva longe), mas, sabe se lá por qual motivo, nós decidimos caminhar. Pela manhá, fomos até a loja Montagne (na Calle Florida - rua fechada para pedestres onde há todo tipo de comercio, hippies vendendo coisinhas e artistas de rua) comprar jaquetas e calcas impermeaveis para enfrentar a neve em Ushuaia. Na loja, há um andar inteiro só de roupas com defeitinhos (nas que compramos até agora nao vimos nada de errado) e que custam quase tres vezes menos que as demais. Ah...e ainda seremos reembolsados ao sair da Argentina porque compramos produtos de fabricacao nacional e nao precisamos pagar impostos. Bom, né?
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Depois de almocar aqui no hostel (comemos milho cozido, brócolis e ovo - que combinacao estranha, hein?), visitamos o estádio La Bombonera, do time Boca Juniors, que fica em La Boca, bairro aqui do ladinho de San Telmo. O estádio tem capacidade para 52 mil pessoas, mas está em reforma. Precisa se adaptar ás normas da Fifa. Depois das obras, só haverá espaco para 30 mil torcedores. Isso porque as familias que vivem ao redor do estadio nao querem vender os terrenos para permitir a ampliacao do complexo. No estadio, há um loja que vende todo tipo de sulvenir do time e um museu moderno. Entre as pecas em exposicao está uma camisa que o Pelé usou em 11 de setembro de 1963, quando pisou no gramado do Boca para jogar a Taca Libertadores. Como nao espaco entre o campo e a arquibancada, os torcedores ficam bem pertinho dos jogadores durante as partidas. Ah...no complexo também há canchas de bocha.
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Pertinho de La Bombonera - tem esse nome porque um dos primeiros sócios era dono de uma loja de bombons e doces -, fica a Calle El Caminito, uma travessa com cafeterias, artistas de rua, tango e muitos quadros e fotos. A principal característica do lugar é a cor das construcoes erguidas com placas de zinco e madeira. Tudo muito coloridinho, com bonecos nas calcadinhas das construcoes antigas. Da ate para encontrar o Maradona passeando por lá...
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Do bairro La Boca seguimos para o Obelisco (no cruzamento da Av. 9 de Julio com a Corrientes) e de lá, demos mais uma passada pela Plaza de Mayo e pela Casa Rosada, onde, para variar, havia um protesto de trabalhadores da regiao de Salta.
Agora estamos no hostel (acabamos de tomar sopa) e daqui a pouco vamos sair para aproveitar a noite....
Ah....depois vejam o vídeo de um cara muito louco na Calle Florida.
Bj
Mais fotos em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009/
Agora estamos no hostel (acabamos de tomar sopa) e daqui a pouco vamos sair para aproveitar a noite....
Ah....depois vejam o vídeo de um cara muito louco na Calle Florida.
Bj
Mais fotos em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009/
quinta-feira, 23 de julho de 2009
5º Dia - Buenos Aires
Quase tivemos de passar a noite em Colonia del Sacramento novamente (nao seria ruim, mas atrapalharia um pouco nossos planos), pois o vento estava muito forte. Por sorte, a empresa que faz a travessia do Mar del Plata, entre o Uruguai e a Argentina, encontrou uma solucao para permitir nossa volta (e de mais umas 200 pessoas) a BsAs. Em vez de viajarmos no barco que faz a viagem em 3 horas, viemos com a embarcacao rápida, que faz o mesmo trajeto em uma hora apenas e é mais estavel para suportar a ventania. Claro que compramos passagem para o barco mais lento porque era mais barato, ok? Chegamos pouco depois da 21h, pois saímos de Colonia com uma hora de atraso (deveríamos ter saído ás 19h). Nao está tao frio aqui se comparmos com as temperaturas no Uruguai, mas acabamos de ouvir aqui no Hostel de San Telmo que nevou no Sul da província de Buenos Aires hoje e a TV acabou de dizer que neste momento, aqui na Capital, a sensacao térmica é de 2 graus. Já passamos tanto frio no Uruguai que agora estamos bem tranquilos com os termometros. Mas amanha de manha a previsao é de 1 grau negativo aqui. Brrrrrrr!!! Para nao congelarmos em Ushuaia, amanha compraremos mais algumas roupas para tentar driblar o frio do Sul, se é que isso é possível. Que medo de congelar!!!
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Ah...podem ficar tranquilos, a situacao da gripe A por aqui parece estar sob controle. Ha muitos outdoors, panfletos e informacoes espalhados por locais publicos, mas raramente vemos alguém tossindo, espirrando ou com sinais da doenca. Também nao vemos ninguém de máscaras na rua, mas nos restaurantes e estacao de metro as pessoas desinfetam as maos com álcool gel.
5º Dia - Colonia del Sacramento
Depois de um dia chuvoso e outro dublado e com muito vento, finalmente o tempo amanheceu ensolorado aqui em Colonia del Sacramento. Ainda está muito frio, mas vale apena enfrentar as baixas temperaturas para passear pela cidade, que é um verdadeiro cartao postal. Todas as ruas sao arborizadas ( mas agora as àrvores estao peladas de folhas e sao mais lindas ainda), as pessoas educadas e o trânsito calmo... Uma delícia de lugar para quem quer curtir momentos de tranquilidade e esquecer o ritmo frenético do dia-a-dia. A infraestrutura da cidade é muito boa. Há hospedagens e restaurantes para todos os bolsos... Para visitar os museus, vocë paga o equivalente a R$ 5 e pode ir em todos eles. Ficam no Centro Histórico, onde há um muro de pedras alto e um portáo. Era a entrada da cidade na época que os portugueses queriam evitar a invasao dos espanhóis... Também há diversas construçoes antigas para se apreciar...
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Às 19h voltaremos para Buenos Aires. Já fizemos check-out aqui no hostel, mas podemos usar internet e toda a estrutura daqui, com exceçao do quarto, o quanto quisermos. Ótimo! Se der, conto mais depois direto de Buenos Aires...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
4º Dia - Colonia del Sacramento + Carmelo
A chuva que atrapalhou nossos planos ontem foi embora, mas trouxe um frio de rachar e muito vento hoje. A sensaçao térmica era de 1 grau à tarde. Com una chica argentina que conhecemos aqui no Hostel Colonial - e com quem percorremos a cidade ontem à noite debaixo de chuva e fomos ao barzinho Mercosur para papear -, passeamos hoje por Carmelo, cidadezinha a uns 75 quilometros de Colonia del Sacramento. Nao há muito para se ver por la, mas o dia foi bem divertido... A viagem de ida deveria durar uma hora. Porém, no meio do caminho, ao parar para um passageiro subir, o ônibus atolou no acostamento (foto Jean) e tivemos que esperar outro veículo da empresa Berrutti chegar para seguir viagem. Fomos a Carmelo para visitar a Plaza del Toro - um antigo local de touradas, porém, ao chegar lá, descobrimos que a tal praça è aqui em Colonia. Tudo o que fizemos foi percorrer as ruazinhas e quarteiroes, tirar algumas fotos numa ponte bonitinha, dar muitas risadas com nuestra amiga Erika, a argentina, e almoçar um delicioso raviole de legumes com molho à bolonhesa (prato que custou R$ 8 por pessoa e que ai em Blu pagaríamos pelo menos o dobro). Mas valeu a pena. Passar o dia tentando falar espanhol enquanto a Erika tentava falar português foi muito engraçado. Mas nos entendemos perfeitamente. Conhecer gente nova deixa nossas viagens mais interessantes. E a Erika, por exemplo, além de ser uma apreciadora do Brasil e de ter músicas dos Tribalistas, Marisa Monte, Caetano, Tom Jobim e Cidade Negra na ponta da língua, é sensível e consegue fazer com que prestemos atençao aos detalhes mais simples dos lugares onde estamos. É o tipo de pessoa com quem vale a pena estar, mesmo que por pouco tempo. Tem alma de mochileira, interage bastante e, acima de tudo, quer mais é viver a vida e se divertir onde quer que esteja. Por isso nos entendemos tao bem. Ah...daqui a pouco saìremos novamente, pois amanha ela vai para Montevideu e nós voltaremos para Buenos Aires. Na verdade, è o que queremos fazer, no entanto, a chuvarada de ontem e a ventania de hoje deixaram o Mar del Plata muito agitado e hoje os barcos que fazem a travessia entre Argentina e Uruguai ficaram ancorados nos portos. Esperamos que amanha seja diferente. Sábado embarcamos para Ushuaia. Finalmente conseguimos reservar um hostel. Ficaremos no Los Cormoranes. Estamos ansiosos!
Náo postei fotos aqui no blog porque o computador aqui do hostel está muito lento, mas vocês podem conferir algumas em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009
Beijocas
Náo postei fotos aqui no blog porque o computador aqui do hostel está muito lento, mas vocês podem conferir algumas em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009
Beijocas
terça-feira, 21 de julho de 2009
3º Dia - Colonia Del Sacramento
Colonia del Sacramento, no Uruguai, é uma cidade onde chove pouco, segundo o guia o Viajante Independente na América do Sul. No entanto, a primeira impressao que tivemos contraria o que diz a publicaçao. Chegamos aqui às 12h30min debaixo de muita chuva. Só no fim da tarde que Sao Pedro nos deu uma trégua. Acho que daqui a pouco vamos sair para tentar aproveitar a noite, pois tudo o que conhecemos da cidade até agora foi o restaurante El Porton, onde almoçamos, e o supermercado a duas esquinas daqui, onde compramos bife e salada para o jantar. Felizmente, a previsao é de tempo seco amanha. Usaremos bicicletas do Hostel Colonial, onde estamos agora (tem uma lareira bem quentinha aqui do meu lado), para passear pela cidade que, mesmo em dia chuvoso, pareceu bastante agradável. Fundada por portugueses em 1680, Colonia del Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai e tem como lema: "la puerta está siempre aberta, entre sin llamar". Bacana, né?
Como passamos praticamente o dia todo no hostel, ficamos tentando fazer reservas de hostel em Ushuaia, para onde iremos sábado, mas estao praticamente todos lotados. Só há vagas naqueles bem caros ou nos que ficam longe de tudo. Hoje mandei um monte de email e espero que algum hostel me responda dizendo que tem camas para mim e para o Jean. Já pensou chegar em Ushuaia - a previsao sábado é de muita neve e de temperaturas na casa do zero grau - e nao ter onde dormir? Meus pés começam a congelar só de pensar nisso!
Buena noches y hasta mañana.
Como passamos praticamente o dia todo no hostel, ficamos tentando fazer reservas de hostel em Ushuaia, para onde iremos sábado, mas estao praticamente todos lotados. Só há vagas naqueles bem caros ou nos que ficam longe de tudo. Hoje mandei um monte de email e espero que algum hostel me responda dizendo que tem camas para mim e para o Jean. Já pensou chegar em Ushuaia - a previsao sábado é de muita neve e de temperaturas na casa do zero grau - e nao ter onde dormir? Meus pés começam a congelar só de pensar nisso!
Buena noches y hasta mañana.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
2º Dia - Buenos Aires
¿Si no ahora - Cuando? é a frase da parede do nosso quarto (e de mais cinco pessoas) aqui no Hostel de San Telmo. Combina bem com o que queremos das nossas férias, afinal, pra que perder tempo pensando no que fazer se há uma infinidade de coisas a nossa disposicao...Hoje, por exemplo, passamos o dia definindo os próximos trajetos...Nao saiu tudo como desejavamos, mas vamos aproveitar do mesmo jeito.
Queriamos embarcar amanha para Ushuaia, mas nao havia mais voos disponiveis (ontem ainda tinha, mas perdemos tempo demais pensando se compravamos passagem ou se alugavamos um carro e ficamos sem tíquetes. Viram como a frase em espanhol faz sentido¿). Tivemos de comprar passagem para sábado, a data mais próxima com tarifas economicas. Como ja estivemos em BsAs em 2007, decidimos escolher outro lugar para ir enquanto aguardamos a chegada do fim de semana. Vamos seguir a sugestao da Aline, que recomendou um passeio em Colonia do Sacramento (Uruguai). Faremos a travessia do Mar del Plata de ferry boat (http://www.buquebus.com/) amanha de manha e em 3 horas estaremos no país vizinho. Voltamos quinta a noite e teremos ainda um dia para curtir mais um pouco BsAs. Aliás, que delícia estar aqui! O dia amanheceu ensolarado, mas foi preciso usar cachecol para driblar o vento frio que batia no pescoco. Hoje caminhamos por ruas do Bairro San Telmo e fomos ate Monserrat, regiao central da cidade... A arquitetura daqui é simplesmente demais, o que nos incomoda sao os cocos de cachorro nas calcadas.
Depois escrevo mais, agora vou acabar de tomar minha Quilmes.
P.S.: Nada de fotos ainda porque trouxemos o cabo errado e nao temos como passá-las para o computador. Teremos que comprar um
Queriamos embarcar amanha para Ushuaia, mas nao havia mais voos disponiveis (ontem ainda tinha, mas perdemos tempo demais pensando se compravamos passagem ou se alugavamos um carro e ficamos sem tíquetes. Viram como a frase em espanhol faz sentido¿). Tivemos de comprar passagem para sábado, a data mais próxima com tarifas economicas. Como ja estivemos em BsAs em 2007, decidimos escolher outro lugar para ir enquanto aguardamos a chegada do fim de semana. Vamos seguir a sugestao da Aline, que recomendou um passeio em Colonia do Sacramento (Uruguai). Faremos a travessia do Mar del Plata de ferry boat (http://www.buquebus.com/) amanha de manha e em 3 horas estaremos no país vizinho. Voltamos quinta a noite e teremos ainda um dia para curtir mais um pouco BsAs. Aliás, que delícia estar aqui! O dia amanheceu ensolarado, mas foi preciso usar cachecol para driblar o vento frio que batia no pescoco. Hoje caminhamos por ruas do Bairro San Telmo e fomos ate Monserrat, regiao central da cidade... A arquitetura daqui é simplesmente demais, o que nos incomoda sao os cocos de cachorro nas calcadas.
Depois escrevo mais, agora vou acabar de tomar minha Quilmes.
P.S.: Nada de fotos ainda porque trouxemos o cabo errado e nao temos como passá-las para o computador. Teremos que comprar um
domingo, 19 de julho de 2009
A gripe A e os argentinos
Admito, eu estava um pouco apreensiva com essa historia de gripe A, mas, ao chegar aqui, a minha tensao diminuiu. Tivemos de preencher um formulário com perguntas relacionadas a gripe A e passamos por um medidor de temperatura corporal ao desembarcar. So isso!
Para voces terem ideia, no aeroporto de BsAs contei apenas sete pessoas com máscaras: seis funcionários e um viajante. No mesmo voo em que chegamos havia criancas e idosos e nenhum deles demostrava preocupacao (ou neura) com o vírus H1N1. Acho que a mais preocupada era eu, que ficava a toda hora tentando lembrar de nao colocar a mao no rosto so porque tinha tocado em um carrinho de carregar malas.
Todas as pessoas com as quais falamos ate agora (no aeroporto, o taxista e a turma que esta no hostel) riem quando perguntamos de gripe A. Parece que acham exagero tudo que se diz a respeito da doenca. Mas, por precaucao, lavei umas tres vezes todos os utensilios que usamos para preparar o jantar. Amanha contamos mais detalhe de como os argentinos estao lidando com a nova gripe. E ai no Brasil, ainda há panico em razao da doenca?
Bjs
Para voces terem ideia, no aeroporto de BsAs contei apenas sete pessoas com máscaras: seis funcionários e um viajante. No mesmo voo em que chegamos havia criancas e idosos e nenhum deles demostrava preocupacao (ou neura) com o vírus H1N1. Acho que a mais preocupada era eu, que ficava a toda hora tentando lembrar de nao colocar a mao no rosto so porque tinha tocado em um carrinho de carregar malas.
Todas as pessoas com as quais falamos ate agora (no aeroporto, o taxista e a turma que esta no hostel) riem quando perguntamos de gripe A. Parece que acham exagero tudo que se diz a respeito da doenca. Mas, por precaucao, lavei umas tres vezes todos os utensilios que usamos para preparar o jantar. Amanha contamos mais detalhe de como os argentinos estao lidando com a nova gripe. E ai no Brasil, ainda há panico em razao da doenca?
Bjs
1º Dia - Blu-Ctba-BsAs
Depois de um dia muuuuuuuuito cansativo, finalmente chegamos a BsAs. Acordamos as 5h (nao consigo achar os acentos deste teclado) e embarcamos as 6h30min em Indaial. Depois de um tour pelo Medio Vale (Indaial-Timbo-Pomerode-Jaraguá do Sul...), chegamos em Sao Jose dos Pinhais. Paramos no Posto Pinheirao e fizemos o primeiro teste de resistencia com as mochilas nas costas... Em vez de pegar um taxi, optamos por caminhar uns 2 quilometros ate o aeroporto. Ufa, foi mais tranquilo do que eu pensava.
Nosso voo atrasou e so saimos de Curitiba as 16h, mas deu tudo certo. Chegamos aqui em Buenos Aires umas 19h30min (fizemos escala em Montevideu antes) e depois de fazer umas pesquisas de preco em cias aereas pegamos um taxi (35 pesos) do Aeroporto Jorge Newbery ate aqui no Hostel de San Telmo (28 pesos por pessoa), onde estamos hoespedados. Logo, logo vamos dormir, pois estamos exaustos e amanha precisamos decidir como iremos ate a Patagonia.
Já estamos de barriguinha cheia (fizemos pasta com atum com ingredientes que compramos em uma mercearia aqui perto) e so precisamos mesmo dormir para recarregar as energias. Boa noite! Ah...nada de fotos hoje, ok. Amnha postamos
Nosso voo atrasou e so saimos de Curitiba as 16h, mas deu tudo certo. Chegamos aqui em Buenos Aires umas 19h30min (fizemos escala em Montevideu antes) e depois de fazer umas pesquisas de preco em cias aereas pegamos um taxi (35 pesos) do Aeroporto Jorge Newbery ate aqui no Hostel de San Telmo (28 pesos por pessoa), onde estamos hoespedados. Logo, logo vamos dormir, pois estamos exaustos e amanha precisamos decidir como iremos ate a Patagonia.
Já estamos de barriguinha cheia (fizemos pasta com atum com ingredientes que compramos em uma mercearia aqui perto) e so precisamos mesmo dormir para recarregar as energias. Boa noite! Ah...nada de fotos hoje, ok. Amnha postamos
sábado, 18 de julho de 2009
De mochilas prontas
Finalmente estamos com tudo pronto para viajar. Jean e eu acabamos agorinha de arrumar as mochilas(minha é preta e a outra é do Jean). Só falta passar numa farmácia para pesá-las e ver se não estão com sobrecarga. Como talvez tivéssemos de adiar a viagem por alguns dias, deixamos tudo para última hora mesmo. Correria total, mas que fez o dia passar mais rápido, diminuindo a tensão pré-viagem. Na verdade, só hoje é que entramos no clima de férias. A semana foi muito corrida e havia a possibilidade de termos que remarcar as passagens. Deu certo e nosso voo parte às 15h de amanhã de Curitiba. Saíremos de Blu às 6h para chegar a tempo no aeroporto. Agora precisamos terminar de ajeitar as coisas aqui...O próximo post já será da Argentina. Até!
sábado, 11 de julho de 2009
Nós e a gripe A
Sim, nós decidimos manter a viagem à Argentina mesmo com a gripe A. Há umas duas semanas mais ou menos até pensamos em adiar os planos, mas, por não nos encaixarmos no perfil de risco (ter doença crônica, menos de 2 e mais de 60 anos), vamos encarar a tal pandemia. Aliás há casos por aqui também. Acreditamos que com um pouco de cuidados extras e algumas medidas preventivas seja possível evitar o vírus H1N1 durante as férias. Claro, não estamos totalmente imunes. Mas não vemos problema em arriscar, pois, segundo especialistas da área ouvidos por veículos de comunicação do mundo todo, a influenza A é menos letal do que uma gripe comum, dessas que contraímos pelo menos duas vezes por ano. Por isso, hermanos, aí vamos nós! Loucos para admirar o obelisco (foto do Jean - fev07), caminhar pela Avenida 9 de julho, tomar um café em Puerto Madero...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Contando os dias
Acabo de abrir a contagem regressiva para as férias. Em pouco mais de uma semana, embarco com meu namorido, Jean, e com o Rodrigo, nosso amigo, para Buenos Aires, terra dos melhores espetáculos de tango (foto by Jean-fev07). Navegantes está mais perto de Blu, mas partiremos de Curitiba. E há dois excelentes motivos para isso: é bem mais barato embarcar na Capital paranaense do que em "Las Vegas" e porque qualquer desculpa é sempre um boa desculpa para se ir à Curita (essa é só para os íntimos).
De BsAs iremos para a Patagônia, o Sul mais ao Sul da América do Sul. O roteiro está pré-definido, mas com muitas linhas em branco para os imprevistos. A verdade é que Jean e eu (o Rodrigo ainda vamos descobrir) gostamos das mudanças repetinas de planos. Às vezes, as surpresas do percurso nos dão trabalho, e muito, mas também rendem boas histórias. E são essas boas histórias que contaremos neste blog, criado especialmente para dividir com você nossa experiência no 'Fim do Mundo'. Espero que nossos posts despertem em quem ainda não descobriu, o prazer, a liberdade e o conhecimento que toda viagem proporciona. Divirta-se!
De BsAs iremos para a Patagônia, o Sul mais ao Sul da América do Sul. O roteiro está pré-definido, mas com muitas linhas em branco para os imprevistos. A verdade é que Jean e eu (o Rodrigo ainda vamos descobrir) gostamos das mudanças repetinas de planos. Às vezes, as surpresas do percurso nos dão trabalho, e muito, mas também rendem boas histórias. E são essas boas histórias que contaremos neste blog, criado especialmente para dividir com você nossa experiência no 'Fim do Mundo'. Espero que nossos posts despertem em quem ainda não descobriu, o prazer, a liberdade e o conhecimento que toda viagem proporciona. Divirta-se!
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