sexta-feira, 31 de julho de 2009

13º Dia - El Calafate + Perito Moreno











Embarcamos cedo numa van para ir ao Parque Nacional dos Glaciares, onde fica Perito Moreno (a entrada custa 60 pesos por pessoa). A viagem de aproximadamente 80 quilômetros dura um hora e meia. Custa 60 pesos por pessoa ida e volta. Nao há nada no caminho, mas a paisagem que vimos (enquanto nao havíamos dormido, é claro) é bem bonita. Fazia um frio de rachar (o Jean diz que seguramente fazia de 11 a 30 graus negativos), mas o lugar é táo lindo que fizemos um esforço para suportar o clima gélido. O Perito Moreno (que de moreno náo tem absolutamente nada) é a geleira mais conhecida na América. Tem 250 quilômetros quadrados e está 60 metros acima do nível da água. Próximo à geleira, há passarelas (cerca de 1.5 km) para podemos observá-la melhor. A grande plataforma de gelo é quase azul de tao branca que é. Algumas agências de viagem oferecem trekking sobre o gelo e pacotes de navegaçao bem perto do glaciar. Como era muito caro para nossos bolsos, ficamos só a observar Perito Moreno (tem esse nome porque o cara que descobriu o lugar (que sorte a dele!!!) tinha sobrenome Moreno). Ao fundo da geleira ficam picos nevados. Também caminhamos por uma baía que contorna parte da geleira. O sol reluzente deu ainda mais beleza às águas transparentes.

Na sede do parque há apenas um restaurante. Comida, café, lanches e snacks sao todos muito caros. Dá para levar o próprio lanche, mas você terá de comer fora do restaurante...e no frio....
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No fim da tarde, na volta para El Calafate, passamos por uma fazenda. A Estância Rio Mitre oferece cafés, chás, bolos e outras delícias do interior. Também há atividades como cavalgadas para os turistas. Os animais parecem bem calminhos. Chegamos bem pertinho de carneirinhos, cavalos e até de um guanaco. A fazenda fica em uma planície cercada por uma cadeia de montanhas cobertas por neve...Bem diferente das fazendas que vemos por aí. Hoje, nao havia água no local, pois o frio congelou tudinho...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

12º Dia - Ushuaia - El Calafate

Passamos a manha em Ushuaia e às 13h embarcamos para El Calafate. Viemos de aviao porque as rodovias ao Sul do Fim do Mundo ainda estao fechadas em razao da nevasca e sò vao reabrir a partir de sábado. A cidade, que também fica na Patagônia, está a quase mil quilômetros de onde estavámos. Tem cerca de 17 mil habitantes, mas é bem charmosinha. Aqui nao tem neve pelas ruas, mas está muito frio. Agora estamos no Hostel de Las Manos. Tem um fachada muita fofa. Antes, fomos ao supermercado comprar umas coisinhas. Quase fui xingada pela menina do caixa ao pedir sacolas plásticas para guardar as compras. Ela disse que aqui está proíbida a distribuicao nos supermercados e me ofereceu uma sacola de pano para comprar. Custava uns 3 pesos, mas optamos por sacos de papel ( tipo esses de padaria, mas mais reforcados) e pagamos 10 centavos por cada um. Interessante, né? Acabo de lembrar que uma vez no Giassi eu desisti da sacola plástica porque tinha comprado só um negocinho e ganhei uns centavinhos de desconto pela atitude ecologicamente correta.
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Amanha cedo vamos ao Parque Nacional dos Glaciares, a 75 quilômetros daqui. É onde fica o Perito Moreno. Deve ser lindo e gelado demais! (O ônibus até lá custa 60 pesos por pessoa e o ingresso no parque outros 60 pesos por pessoa). Como já estamos na metade da viagem, estamos comecando a pensar na volta para Blu. Nossos planos eram percorrer muito mais lugares, mas com rodovias bloqueadas pela neve fica praticamente impossível. Ainda estamos pensando o que faremos nos próximos dias. O certo é que dia 9 estaremos em Buenos Aires para embarcar para o Brasil. Amanha a noite contamos sobre o passeio na geleira mais famosa da América do Sul.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

11º Dia - Ushuaia + Canal de Beagle




Ushuaia amanheceu ensolarada. Nao nevava, mas o frio parecia ainda mais intenso do que nos demais dias. Pela manha, fomos ver preços e horários de ônibus para El Calafate e dar um passeio pela Avenida San Martin, a principal da cidade. Com o sol, a neve acumulada nas calçadas se transformou em gelo e ficou extremamente escorregadia. Escorregamos muito, mas nao caímos nenhuma vez... Os moradores de Ushuaia aproveitaram o dia para reabrir comércios e também para tirar os blocos de gelo da frente de casa e limpar as calçadas para os pedestres.
À tarde, finalmente conseguimos fazer o passeio de catamara no Canal de Beagle. Como compramos os tíquetes direto na bilheteria da Avenida Maipu, à margem do porto turístico, pagamos 86 pesos cada um em vez de 141 pesos, como era anunciado nas agências de turismo. O barco saiu do porto às 15h. Até as 17h30min, navegamos próximo às ilhas de leoes marinhos, de cormoranes (passáro nativo) e ao farol de Ushuaia. O visual é incrível. Além de apreciar os animais, ficamos cercados por montes nevados. Lindo! Pela primeira vez conseguimos ver como a cidade é, pois sò agora o tempo abriu e permitiu que apreciássemos a paisagem. Do porto turístico, se enxerga casas e construçoes da cidade. Os imóveis ficam todos acima do nível do mar, em súbidas íngremes. Ao fundo, ficam picos nevados, entre eles o Cerro Castor e o Glaciar Martial, locais de esqui e snowboard aqui na Terra do Fogo.
Depois do passeio, paramos em um pub irlândes. Provamos frenet com coca, bebida típica daqui. O drink é amargo e funciona como um digestivo também. Puro é quase insuportável. Depois, fomos jantar na Estancia Fueguina. Optamos por um bufê (60 pesos por pessoa) que inclui massas, parrillada, cordeiro (típico aqui), saladas e sobremesa. Comemos muito, pois nem tivemos tempo de almoçar hoje.
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Como as rodovias ainda estao fechadas em razao da nevasca e os ônibus só voltarao a rodar no sábado, compramos passagens de aviao para El Calafate. Embarcamos amanha às 12h25min. Devemos ficar uns dois dias (um para visitar a cidade e outro para ir ao Perito Moreno) e depois vamos decidir se passamos em Bariloche e San Martin de Los Andes ou se seguimos para Puerto Madryn e BsAs.

10º Dia - Ushuaia

Ontem nao fizemos nada, gente. Passamos o dia inteiro dentro do hostel. Nevava muito, fazia muito frio e eu estava com muita dor de garganta. Relaxem, náo é gripe A, nao. Se eu fico com dor de garganta de estar em ambientes com ar condicionado, imagem como fico aqui nesse frio tremendo. No fim da tarde, o aeroporto reabriu e algumas pessoas que estavam ilhadas puderam ir embora. As estacoes de esqui reabriram, para alegria de uma galera que veio para o Fim do Mundo apenas para praticar esportes de inverno.

terça-feira, 28 de julho de 2009

9º Dia - Ushuaia isolada

A segunda-feira em Ushuaia foi de muito frio e poucas coisas para fazer. A nevasca, a mais intensa desde 1996, impediu que muitas pessoas deixassem a ilha. O aeroporto e as rodovias ficaram o dia todo fechados e muitos tiveram que estender a estadia aqui em razao do mau tempo. Também ficaram fechadas boa parte do dia as estacoes de esqui de Cerro Castor e o Glaciar Martial. O passeio que querìamos fazer pelo Canal de Beagle também ficou só na nossa ideia. O porto e as embarcacoes nao puderam encarar o mar e há muitos setores da administracao pública que nem abriram. Apesar de haver máquinas trabalhando para limpar a neve na cidade, em algumas ruas nao há como passar, pois os flocos brancos formaram camadas de gelo de mais de 80 centímetros.
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Ficamos boa parte do dia no hostel novamente, mas saímos para fazer um programa mais cultural. Fomos ao Museu Marítimo de Ushuaia, Museu do Presídio, Museu de Arte Marinho e Museu Antártico. Todos eles ficam no mesmo prédio, onde foi o Presídio de Ushuaia. Ficamos impressionados com o acervo dos quatro museus. Além de réplicas de embarcacoes usadas desde a fundacao de Ushuaia e instrumentos de navegaçao, há muitas fotos para observar, principalmente do presídio e dos presos, que construíram importantes obras na cidade, como a ferrovia. Há uma parte no Museu do Presídio que está exatamente igual a quando a estrutura foi desativada. Muitos presos políticos eram trazidos de Buenos Aires aqui para o Fim do Mundo. O museu considera ter tido apenas uma fuga, pois muitos dos que tentaram escapar acabaram voltando porque náo suportaram o frio e as condiçoes inóspitas aqui da Terra do Fogo. O Museu Marítimo traz informacoes detalhadas em pelo menos seis idiomas. No Museu de Arte Marinho, há telas e esculturas muito lindas. O ingresso para visitar todos os quatro museus custa 35 pesos.
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Passamos a noite aqui no hostel numa especie de festa de brasileiros (além de nós dois, havia dois caras de Ribeirao Preto (SP) e dois casais do Rio) e duas meninas dos EUA. Houve até guerrinha com bolas de neve na rua... Muito engraçado!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Jantar típico

Acabamos de voltar do Restaurante La Casa Del Marisco. Provamos Centolla a la Fueguina e Mejillones a la Provenzal, pratos típicos de Ushuaia. Deliciosos! A Centolla é como um daqueles caranguejos gigantes que aparecem no Programa Pesca Mortal. Carne levinha e que vai para a mesa num molho com leite de coco. Os mexilhoes sao como mariscos, mas com um tempero inesquecível á base de ervas e vinho branco. Os pratos sao um pouco caros, mas vale ä pena experimentar (gastamos 137 pesos no restaurante). Outro prato típico por aqui é o cordeiro.
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Como a previsao é de neve até quinta-feira, decidimos encará-la novamente e fomos ao restaurante a pé. Fica a uns 3 quilomentros do hostel. Tudo o que vimos no caminho foram casas e carros encobertos por grandes blocos brancos, algumas vias fechadas para veículos e pouquíssimas pessoas nas ruas. Continua muito frio, mas nada se compara äs temperaturas do alto da montanha. Brrrrrrr!!!
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Ainda nao sabemos o que faremos amanha. Decidiremos ao acordar e de acordo com as condicoes do tempo. Uma das coisas que queremos fazer é visitar o Canal de Beagle e as ilhas com leoes marinhos. Se nevar como ontem e hoje, acho que nao será possível, pois o passeio é feito em um catamara. Mas daí encontramos outra coisa pra fazer.
Boa noite!

domingo, 26 de julho de 2009

8º Dia - Ushuaia sob forte nevasca




A neve é incessante aqui em Ushuaia. Desde ontem, quando chegamos, nào parou um segundo de nevar. Lindo de olhar pela janela!!! Mas difìcil suportá-la quando se sobe as montanhas. Logo depois do café da manha, decidimos ir ao Glaciar Martial para esquiar e fazer snowboard. Estao com inveja? Mas nao precisar ficar, pois tivemos um dia, eu diria, congelante.Tudo o que fizemos foi gastar uns pesos (35 do taxi + 50 para ir de teleférico da base do parque ao alto da montanha + 70 para alugar equipamentos) e passar um frio insuportável. Quando falo em frio insuportável, pensem em - 5 graus de temperatura + neve caíndo o tempo inteiro + um vento tao forte que impede abrir os olhos. A tudo isso acrescente nossa inexperiencia como praticantes de esportes invernais e a baixa tolerancia do nosso organismo ao frio extremo, já que estamos acostumados às temperaturas de Blu. Nem as roupas impermeáveis que compramos em BsAs foram suficientes para aliviar a tensao e o medo que sentimos quando estávamos indo para o alto da montanha. Só para subir foram necessários 15 minutos de exposicao as interpéries do tempo ( e outros 15 para descer). Sério, estava tao dificil suportar que tínhamos medo de perder os dedos das máos. Eles estavam durinhos, durinhos e quase náo conseguíamos movimentá-los. Quando tiramos as luvas, eles estavam completamente roxos e demorou um tempao para voltarem ao normal. Atè agora estamos sentindo dor nas pontinhas dos dedos. Dava vontade de chorar de tao frio que estava. Ah...e o vento balancava a cadeirinha do teleférico constantemente.
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Ao chegar no topo da montanha, o que deveríamos ter feito era descer os 1.180 metros da pista praticando esqui (eu) e snowboard (Jean), como a maioria fez. Mas o frio tirou nosso animo de praticar esportes e descemos pelo teleférico mesmo. Ficamos aliviados ao voltar para a base do parque, mas, como a nevasca estava muito forte, descobrimos que os taxis nao estavam mais subindo a montanha para apanhar passageiros. Depois de quase tres horas de frio e debaixo de muita tempestade de neve, descolamos um taxi. O motorista só subiu porque tinha ido buscar a filha que estava esquiando. Ufa, que alívio estar de volta no hostel! Apesar de tudo, o lugar onde fomos é lindíssimo. Mas foi muito mais confortável olhar tudo coberto por neve da Casa de Chá que fica na motanha. Verdadeiro cenário de filme! A tempestade estava forte mesmo para quem é daqui. É a nevasca mais intensa desde o comeco do inverno. O aeroporto está fechado e muitas ruas intransitáveis.

Nao podemos dizer que nunca mais tentaremos esquiar, mas certamente nossas próximas férias serao em alguma praia caribenha. heheheh. Esperamos que amanha o tempo melhore um pouco para podermos passear pela cidade.

Novas fotos: http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009Parte2

sábado, 25 de julho de 2009

7º Dia - Buenos Aires/Ushuaia


Finalmente chegamos a Ushuaia. Saimos de Buenos Aires äs 14h20min e fomos recepcionados por uma forte nevasca aqui na Terra do Fogo. Lindo demais ver tudo branquinho, branquinho! Mas antes de o aviao pousar, o negócio foi punk. Visibilidade zero (só deu para ver as luzes da pista quando o aviao estava quase tocando o solo) e tempestade de neve na hora de aterrissar. A aeronave enconstou no solo duas vezes e levantou da pista escorregadia. Quando o Airbus A320 pousou, muita salva de palmas para os tripulantes. Todo o processo de aterrissagem foi tenso. Tivemos que ficar sobre as nuves um tempao esperando diminuir a nevasca e, quando finalmente comecamos a descer para pousar, o aviao balancava muito. Uma emocao só!
Agora estamos aqui no Hostel Los Cormoranes (o pessoal nos pegou direto no aeroporto) e ainda está nevando bastante. É simplesmente fantástico! Tem um pinheiro coberto por neve bem na frente da porta do nosso quarto. Nao está muito frio (-1 grau), mas meus pés quase congelaram de andar na neve e quase cai várias vezes. Divertidìssimo!!!
Acho que hoje nao vai dar para postar fotos porque o computer aqui é muito ruim...

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Ah...ontem â noite, ainda em Buenos Aires, fomos ao bar La Puerta Roja, em San Telmo, com um colombiano e um japones (o cara trouxe a moto dele para percorrer a América do Sul e a Africa) que estavam no hostel conosco. O lugar è bem legal...Underground, mas bacana. Na frente, nao tem placa nem nada. Só uma porta vermelha...A cerveja é um pouco cara (copo de 650ml por 12 pesos), mas vale ä pena.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

6º Dia - Buenos Aires


Passear em Buenos Aires cansa, sabiam? Pelo menos se fizerem como Jean e eu, que na maioria das vezes preferimos caminhar a usar táxi, metro e ónibus. O transporte aqui é bem barato (o tíquete do metro custa 1,10 peso e com 10 pesos o taxista te leva longe), mas, sabe se lá por qual motivo, nós decidimos caminhar. Pela manhá, fomos até a loja Montagne (na Calle Florida - rua fechada para pedestres onde há todo tipo de comercio, hippies vendendo coisinhas e artistas de rua) comprar jaquetas e calcas impermeaveis para enfrentar a neve em Ushuaia. Na loja, há um andar inteiro só de roupas com defeitinhos (nas que compramos até agora nao vimos nada de errado) e que custam quase tres vezes menos que as demais. Ah...e ainda seremos reembolsados ao sair da Argentina porque compramos produtos de fabricacao nacional e nao precisamos pagar impostos. Bom, né?

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Depois de almocar aqui no hostel (comemos milho cozido, brócolis e ovo - que combinacao estranha, hein?), visitamos o estádio La Bombonera, do time Boca Juniors, que fica em La Boca, bairro aqui do ladinho de San Telmo. O estádio tem capacidade para 52 mil pessoas, mas está em reforma. Precisa se adaptar ás normas da Fifa. Depois das obras, só haverá espaco para 30 mil torcedores. Isso porque as familias que vivem ao redor do estadio nao querem vender os terrenos para permitir a ampliacao do complexo. No estadio, há um loja que vende todo tipo de sulvenir do time e um museu moderno. Entre as pecas em exposicao está uma camisa que o Pelé usou em 11 de setembro de 1963, quando pisou no gramado do Boca para jogar a Taca Libertadores. Como nao espaco entre o campo e a arquibancada, os torcedores ficam bem pertinho dos jogadores durante as partidas. Ah...no complexo também há canchas de bocha.

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Pertinho de La Bombonera - tem esse nome porque um dos primeiros sócios era dono de uma loja de bombons e doces -, fica a Calle El Caminito, uma travessa com cafeterias, artistas de rua, tango e muitos quadros e fotos. A principal característica do lugar é a cor das construcoes erguidas com placas de zinco e madeira. Tudo muito coloridinho, com bonecos nas calcadinhas das construcoes antigas. Da ate para encontrar o Maradona passeando por lá...

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Do bairro La Boca seguimos para o Obelisco (no cruzamento da Av. 9 de Julio com a Corrientes) e de lá, demos mais uma passada pela Plaza de Mayo e pela Casa Rosada, onde, para variar, havia um protesto de trabalhadores da regiao de Salta.
Agora estamos no hostel (acabamos de tomar sopa) e daqui a pouco vamos sair para aproveitar a noite....
Ah....depois vejam o vídeo de um cara muito louco na Calle Florida.

Bj

Mais fotos em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

5º Dia - Buenos Aires

Quase tivemos de passar a noite em Colonia del Sacramento novamente (nao seria ruim, mas atrapalharia um pouco nossos planos), pois o vento estava muito forte. Por sorte, a empresa que faz a travessia do Mar del Plata, entre o Uruguai e a Argentina, encontrou uma solucao para permitir nossa volta (e de mais umas 200 pessoas) a BsAs. Em vez de viajarmos no barco que faz a viagem em 3 horas, viemos com a embarcacao rápida, que faz o mesmo trajeto em uma hora apenas e é mais estavel para suportar a ventania. Claro que compramos passagem para o barco mais lento porque era mais barato, ok? Chegamos pouco depois da 21h, pois saímos de Colonia com uma hora de atraso (deveríamos ter saído ás 19h). Nao está tao frio aqui se comparmos com as temperaturas no Uruguai, mas acabamos de ouvir aqui no Hostel de San Telmo que nevou no Sul da província de Buenos Aires hoje e a TV acabou de dizer que neste momento, aqui na Capital, a sensacao térmica é de 2 graus. Já passamos tanto frio no Uruguai que agora estamos bem tranquilos com os termometros. Mas amanha de manha a previsao é de 1 grau negativo aqui. Brrrrrrr!!! Para nao congelarmos em Ushuaia, amanha compraremos mais algumas roupas para tentar driblar o frio do Sul, se é que isso é possível. Que medo de congelar!!!

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Ah...podem ficar tranquilos, a situacao da gripe A por aqui parece estar sob controle. Ha muitos outdoors, panfletos e informacoes espalhados por locais publicos, mas raramente vemos alguém tossindo, espirrando ou com sinais da doenca. Também nao vemos ninguém de máscaras na rua, mas nos restaurantes e estacao de metro as pessoas desinfetam as maos com álcool gel.

5º Dia - Colonia del Sacramento







Depois de um dia chuvoso e outro dublado e com muito vento, finalmente o tempo amanheceu ensolorado aqui em Colonia del Sacramento. Ainda está muito frio, mas vale apena enfrentar as baixas temperaturas para passear pela cidade, que é um verdadeiro cartao postal. Todas as ruas sao arborizadas ( mas agora as àrvores estao peladas de folhas e sao mais lindas ainda), as pessoas educadas e o trânsito calmo... Uma delícia de lugar para quem quer curtir momentos de tranquilidade e esquecer o ritmo frenético do dia-a-dia. A infraestrutura da cidade é muito boa. Há hospedagens e restaurantes para todos os bolsos... Para visitar os museus, vocë paga o equivalente a R$ 5 e pode ir em todos eles. Ficam no Centro Histórico, onde há um muro de pedras alto e um portáo. Era a entrada da cidade na época que os portugueses queriam evitar a invasao dos espanhóis... Também há diversas construçoes antigas para se apreciar...
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Às 19h voltaremos para Buenos Aires. Já fizemos check-out aqui no hostel, mas podemos usar internet e toda a estrutura daqui, com exceçao do quarto, o quanto quisermos. Ótimo! Se der, conto mais depois direto de Buenos Aires...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

4º Dia - Colonia del Sacramento + Carmelo


A chuva que atrapalhou nossos planos ontem foi embora, mas trouxe um frio de rachar e muito vento hoje. A sensaçao térmica era de 1 grau à tarde. Com una chica argentina que conhecemos aqui no Hostel Colonial - e com quem percorremos a cidade ontem à noite debaixo de chuva e fomos ao barzinho Mercosur para papear -, passeamos hoje por Carmelo, cidadezinha a uns 75 quilometros de Colonia del Sacramento. Nao há muito para se ver por la, mas o dia foi bem divertido... A viagem de ida deveria durar uma hora. Porém, no meio do caminho, ao parar para um passageiro subir, o ônibus atolou no acostamento (foto Jean) e tivemos que esperar outro veículo da empresa Berrutti chegar para seguir viagem. Fomos a Carmelo para visitar a Plaza del Toro - um antigo local de touradas, porém, ao chegar lá, descobrimos que a tal praça è aqui em Colonia. Tudo o que fizemos foi percorrer as ruazinhas e quarteiroes, tirar algumas fotos numa ponte bonitinha, dar muitas risadas com nuestra amiga Erika, a argentina, e almoçar um delicioso raviole de legumes com molho à bolonhesa (prato que custou R$ 8 por pessoa e que ai em Blu pagaríamos pelo menos o dobro). Mas valeu a pena. Passar o dia tentando falar espanhol enquanto a Erika tentava falar português foi muito engraçado. Mas nos entendemos perfeitamente. Conhecer gente nova deixa nossas viagens mais interessantes. E a Erika, por exemplo, além de ser uma apreciadora do Brasil e de ter músicas dos Tribalistas, Marisa Monte, Caetano, Tom Jobim e Cidade Negra na ponta da língua, é sensível e consegue fazer com que prestemos atençao aos detalhes mais simples dos lugares onde estamos. É o tipo de pessoa com quem vale a pena estar, mesmo que por pouco tempo. Tem alma de mochileira, interage bastante e, acima de tudo, quer mais é viver a vida e se divertir onde quer que esteja. Por isso nos entendemos tao bem. Ah...daqui a pouco saìremos novamente, pois amanha ela vai para Montevideu e nós voltaremos para Buenos Aires. Na verdade, è o que queremos fazer, no entanto, a chuvarada de ontem e a ventania de hoje deixaram o Mar del Plata muito agitado e hoje os barcos que fazem a travessia entre Argentina e Uruguai ficaram ancorados nos portos. Esperamos que amanha seja diferente. Sábado embarcamos para Ushuaia. Finalmente conseguimos reservar um hostel. Ficaremos no Los Cormoranes. Estamos ansiosos!
Náo postei fotos aqui no blog porque o computador aqui do hostel está muito lento, mas vocês podem conferir algumas em http://picasaweb.google.com/lucklike/Patagonia2009
Beijocas

terça-feira, 21 de julho de 2009

3º Dia - Colonia Del Sacramento

Colonia del Sacramento, no Uruguai, é uma cidade onde chove pouco, segundo o guia o Viajante Independente na América do Sul. No entanto, a primeira impressao que tivemos contraria o que diz a publicaçao. Chegamos aqui às 12h30min debaixo de muita chuva. Só no fim da tarde que Sao Pedro nos deu uma trégua. Acho que daqui a pouco vamos sair para tentar aproveitar a noite, pois tudo o que conhecemos da cidade até agora foi o restaurante El Porton, onde almoçamos, e o supermercado a duas esquinas daqui, onde compramos bife e salada para o jantar. Felizmente, a previsao é de tempo seco amanha. Usaremos bicicletas do Hostel Colonial, onde estamos agora (tem uma lareira bem quentinha aqui do meu lado), para passear pela cidade que, mesmo em dia chuvoso, pareceu bastante agradável. Fundada por portugueses em 1680, Colonia del Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai e tem como lema: "la puerta está siempre aberta, entre sin llamar". Bacana, né?

Como passamos praticamente o dia todo no hostel, ficamos tentando fazer reservas de hostel em Ushuaia, para onde iremos sábado, mas estao praticamente todos lotados. Só há vagas naqueles bem caros ou nos que ficam longe de tudo. Hoje mandei um monte de email e espero que algum hostel me responda dizendo que tem camas para mim e para o Jean. Já pensou chegar em Ushuaia - a previsao sábado é de muita neve e de temperaturas na casa do zero grau - e nao ter onde dormir? Meus pés começam a congelar só de pensar nisso!
Buena noches y hasta mañana.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

2º Dia - Buenos Aires

¿Si no ahora - Cuando? é a frase da parede do nosso quarto (e de mais cinco pessoas) aqui no Hostel de San Telmo. Combina bem com o que queremos das nossas férias, afinal, pra que perder tempo pensando no que fazer se há uma infinidade de coisas a nossa disposicao...Hoje, por exemplo, passamos o dia definindo os próximos trajetos...Nao saiu tudo como desejavamos, mas vamos aproveitar do mesmo jeito.
Queriamos embarcar amanha para Ushuaia, mas nao havia mais voos disponiveis (ontem ainda tinha, mas perdemos tempo demais pensando se compravamos passagem ou se alugavamos um carro e ficamos sem tíquetes. Viram como a frase em espanhol faz sentido¿). Tivemos de comprar passagem para sábado, a data mais próxima com tarifas economicas. Como ja estivemos em BsAs em 2007, decidimos escolher outro lugar para ir enquanto aguardamos a chegada do fim de semana. Vamos seguir a sugestao da Aline, que recomendou um passeio em Colonia do Sacramento (Uruguai). Faremos a travessia do Mar del Plata de ferry boat (http://www.buquebus.com/) amanha de manha e em 3 horas estaremos no país vizinho. Voltamos quinta a noite e teremos ainda um dia para curtir mais um pouco BsAs. Aliás, que delícia estar aqui! O dia amanheceu ensolarado, mas foi preciso usar cachecol para driblar o vento frio que batia no pescoco. Hoje caminhamos por ruas do Bairro San Telmo e fomos ate Monserrat, regiao central da cidade... A arquitetura daqui é simplesmente demais, o que nos incomoda sao os cocos de cachorro nas calcadas.

Depois escrevo mais, agora vou acabar de tomar minha Quilmes.

P.S.: Nada de fotos ainda porque trouxemos o cabo errado e nao temos como passá-las para o computador. Teremos que comprar um

domingo, 19 de julho de 2009

A gripe A e os argentinos

Admito, eu estava um pouco apreensiva com essa historia de gripe A, mas, ao chegar aqui, a minha tensao diminuiu. Tivemos de preencher um formulário com perguntas relacionadas a gripe A e passamos por um medidor de temperatura corporal ao desembarcar. So isso!
Para voces terem ideia, no aeroporto de BsAs contei apenas sete pessoas com máscaras: seis funcionários e um viajante. No mesmo voo em que chegamos havia criancas e idosos e nenhum deles demostrava preocupacao (ou neura) com o vírus H1N1. Acho que a mais preocupada era eu, que ficava a toda hora tentando lembrar de nao colocar a mao no rosto so porque tinha tocado em um carrinho de carregar malas.
Todas as pessoas com as quais falamos ate agora (no aeroporto, o taxista e a turma que esta no hostel) riem quando perguntamos de gripe A. Parece que acham exagero tudo que se diz a respeito da doenca. Mas, por precaucao, lavei umas tres vezes todos os utensilios que usamos para preparar o jantar. Amanha contamos mais detalhe de como os argentinos estao lidando com a nova gripe. E ai no Brasil, ainda há panico em razao da doenca?
Bjs

1º Dia - Blu-Ctba-BsAs

Depois de um dia muuuuuuuuito cansativo, finalmente chegamos a BsAs. Acordamos as 5h (nao consigo achar os acentos deste teclado) e embarcamos as 6h30min em Indaial. Depois de um tour pelo Medio Vale (Indaial-Timbo-Pomerode-Jaraguá do Sul...), chegamos em Sao Jose dos Pinhais. Paramos no Posto Pinheirao e fizemos o primeiro teste de resistencia com as mochilas nas costas... Em vez de pegar um taxi, optamos por caminhar uns 2 quilometros ate o aeroporto. Ufa, foi mais tranquilo do que eu pensava.
Nosso voo atrasou e so saimos de Curitiba as 16h, mas deu tudo certo. Chegamos aqui em Buenos Aires umas 19h30min (fizemos escala em Montevideu antes) e depois de fazer umas pesquisas de preco em cias aereas pegamos um taxi (35 pesos) do Aeroporto Jorge Newbery ate aqui no Hostel de San Telmo (28 pesos por pessoa), onde estamos hoespedados. Logo, logo vamos dormir, pois estamos exaustos e amanha precisamos decidir como iremos ate a Patagonia.
Já estamos de barriguinha cheia (fizemos pasta com atum com ingredientes que compramos em uma mercearia aqui perto) e so precisamos mesmo dormir para recarregar as energias. Boa noite! Ah...nada de fotos hoje, ok. Amnha postamos

sábado, 18 de julho de 2009

De mochilas prontas


Finalmente estamos com tudo pronto para viajar. Jean e eu acabamos agorinha de arrumar as mochilas(minha é preta e a outra é do Jean). Só falta passar numa farmácia para pesá-las e ver se não estão com sobrecarga. Como talvez tivéssemos de adiar a viagem por alguns dias, deixamos tudo para última hora mesmo. Correria total, mas que fez o dia passar mais rápido, diminuindo a tensão pré-viagem. Na verdade, só hoje é que entramos no clima de férias. A semana foi muito corrida e havia a possibilidade de termos que remarcar as passagens. Deu certo e nosso voo parte às 15h de amanhã de Curitiba. Saíremos de Blu às 6h para chegar a tempo no aeroporto. Agora precisamos terminar de ajeitar as coisas aqui...O próximo post já será da Argentina. Até!

sábado, 11 de julho de 2009

Nós e a gripe A


Sim, nós decidimos manter a viagem à Argentina mesmo com a gripe A. Há umas duas semanas mais ou menos até pensamos em adiar os planos, mas, por não nos encaixarmos no perfil de risco (ter doença crônica, menos de 2 e mais de 60 anos), vamos encarar a tal pandemia. Aliás há casos por aqui também. Acreditamos que com um pouco de cuidados extras e algumas medidas preventivas seja possível evitar o vírus H1N1 durante as férias. Claro, não estamos totalmente imunes. Mas não vemos problema em arriscar, pois, segundo especialistas da área ouvidos por veículos de comunicação do mundo todo, a influenza A é menos letal do que uma gripe comum, dessas que contraímos pelo menos duas vezes por ano. Por isso, hermanos, aí vamos nós! Loucos para admirar o obelisco (foto do Jean - fev07), caminhar pela Avenida 9 de julho, tomar um café em Puerto Madero...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Contando os dias


Acabo de abrir a contagem regressiva para as férias. Em pouco mais de uma semana, embarco com meu namorido, Jean, e com o Rodrigo, nosso amigo, para Buenos Aires, terra dos melhores espetáculos de tango (foto by Jean-fev07). Navegantes está mais perto de Blu, mas partiremos de Curitiba. E há dois excelentes motivos para isso: é bem mais barato embarcar na Capital paranaense do que em "Las Vegas" e porque qualquer desculpa é sempre um boa desculpa para se ir à Curita (essa é só para os íntimos).
De BsAs iremos para a Patagônia, o Sul mais ao Sul da América do Sul. O roteiro está pré-definido, mas com muitas linhas em branco para os imprevistos. A verdade é que Jean e eu (o Rodrigo ainda vamos descobrir) gostamos das mudanças repetinas de planos. Às vezes, as surpresas do percurso nos dão trabalho, e muito, mas também rendem boas histórias. E são essas boas histórias que contaremos neste blog, criado especialmente para dividir com você nossa experiência no 'Fim do Mundo'. Espero que nossos posts despertem em quem ainda não descobriu, o prazer, a liberdade e o conhecimento que toda viagem proporciona. Divirta-se!